Não sumi. Ia dizer que essa minha longa ausência começou com uma experimento em campo, cujos resultados inquietantes estão sendo cozinhados num post. A primeira parte é verdade, mas qualquer coisa que cozinhasse por tanto tempo teria queimado a essa altura…e bem, eu estou queimado. Não de sol, mais como aquela expressão gringa, burned out. Noites não dormidas, provas, processo seletivo, bíblias satânicas, formatura, seminários, reunião com cliente, relatórios…

O bom é que simultâneo a tudo isso também acontecia a tal copa do mundo. E sendo o Brasil país do futebol como é, cada jogo foi um mini-feriado (e agora começam a voar as pedras), o que significa a possibilidade de trabalhar mais e dormir um pouco. É isso mesmo, eu gosto tanto de futebol que preferi dormir(se não voaram antes, as pedras voam agora) ou lavar louça durante os jogos.

Mas não é pra falar mal de futebol(ainda que ache que seja um esporte individual travestido de coletivo, com um verniz muito frágil de refinamento) que resolvi quebrar o silêncio. Acho bom que perca, e quero que volte a perder. Que desencante essa obsessão nas futuras gerações, que em vez de só jogar futebol talvez resolvam estudar. E se não der pra tanto, que pelo menos olhem um pouco para outros esportes….
Veja, não é ódio pelo futebol, mas desgosto com uma obsessão nacional. Uma obsessão marginal, de poucos frutos, com ranço de país subdesenvolvido. Um país assim:

E honestamente, acho ótimo que tenha saído fazendo o papelão que me disseram que fez. Não tenho mais os mini-feriados, verdade, mas já tive o suficiente. Em breve o dito post aparece aqui, por ora os deixo com Vanucci, pra relembrar 2006: