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Senhoras, senhores, preponderâncias e leguminosas, boa noite. (ergue braço direito, palma virada para o rosto)
Me curvo (pequena mesura com a cabeça) com todo respeito diante da vossa portentosa alçoaba, e peço que desculpem a disnomia que segue. Não é falta de decoro (indicador direito em riste), é simplesmente falta de se importar um pouco mais com aquilo que vossas gordulências pensam do que vou dizer… Falta de educação dirão alguns, que seja. (dá de ombros)
O motivo que tomo a palavra, e me dirijo a este átrio do dogma sócio-político-religioso ao fim deste período ábitrário (abre os braços), é convidá-los a uma reflexão. Não tal como propôs o colega Eriberto (sorri para o Eriberto), sobre o que essa administração completou, ou (desvia o olhar do Eriberto) deixou de completar, no referido espaço de tempo.
Gostaria de refletir (as duas mãos tocam a gravata) sobre o que completamos ao fim desse décimo primeiro ano do segundo milênio da era cristã, e (pausa dramática, braços ao lado do corpo, postura solene) enquanto raça humana onde é que nos encontramos no caminho até a civilização.
Para isso proponho como gabarito talvez o que haja de mais exigente: a Ficção.
(Relaxa, ajeita o microfone) Vão dizer que sou muito pessimista, e que uma comparação dessa nunca traria resultados positivos… (sorri) sinto muito, colegas, é o que faço melhor.
Pois, uns dias atrás me prostrei diante da caixa de idiotas, a ver aquele filme, De Volta para o Futuro II. E posso lhês dizer, com audaz segurança, que não veremos nos 4 anos que vem, coisas tais como casacos que se secam, skates voadores, bares automáticos… E lhes digo isso com tristeza (fecha a cara), pois essa é uma obra que futuriza o consumo. Que no nosso rumo, é o mais provavel de acontecer, se é que alguma coisa além disso, de fato vem.
Não, senhores. Não, mesmo. (balança a cabeça)
Não temos colonias em Marte. Não eradicamos a fome. Não temos grande longevidade, nem higiene perfeita. Não temos robos para fazer nosso trabalho, ao contrário, estamos trabalhando muito mais. (fala de lado, com sorriso irônico) A maior parte de nós pelo menos.
Muitos dos senhores vão pensar então, que estavam mais certos os pessimistas. Talvez (dá de ombros).
(voz dissimulada fina com tom aristocrático) Mas veja, não temos um estado totalitário da utopia Orwellina!
(com impaciência) Ora, controle-se seu demagogo depravado!
Minha sorte (olha para o infinito), é que meus opositores não me acreditam esperto. Eles falam desse totatilarismo, eles falam dos tempos que não devem ser mencionados (prende a respiração com olhar de ódio)… esfregam nas nossas caras essa migalhas democráticas!
(pausa longa)
Não, meus pequenos amigos. (baixinho, olhando para baixo)
Eles estão tirando nossa atenção daquilo que deveria…. (levanta a cabeça, tom sóbrio) Vos convido a abrirem o anexo. E ver se não somos tentados a acreditar que é nossa coletiva culpa que caímos no outro extremo das ficção científica pessimista.
É conveniente pensar assim… Nos iludimos que os pessimistas erraram pra mais. Dizemos subconscientemente, quando a culpa é de todos, não é minha. Mas enquanto estamos lamentando (apoia braço esquerdo, e aponta com o direito lateralmente) eles estão lá com a boca botija!
São linhas de defesa de um armengue muito complexo, meus amigos. (apoia os dois braços e afunda nos ombros)
Enquanto o inofensivo Big Brother está lá no canal 5, eles estão comendo a sua mulher… proverbial, claro (tom conciliador). Mas o que importa, é que de fato o inofensivo é você…
(contolando exaltação) Desculpe, excelência, deixe me ser mais claro: você é um CORNO MANSO!!
(Pausa longa)
Os mais espertos vão me perguntar: Ótimo, e o que eu faço com isso?
(dá de ombros) Honestamente, eu não sei…. mas pare de ver futebol.
Muito obrigado e boa noite.
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Antes de dormir, há 2 anos atrás, ela lia 15 a 20 páginas de um livro, dando sequência a história que se completaria em 30 dias de leitura.
Hoje, antes de dormir, ela ainda lê mas são 40 a 50 tweets ou posts que dão sequência a que mesmo??! Q concluem qual história??!